O Ibovespa fechou em baixa de 0,88% nesta segunda-feira, 23, recuando para os 188,8 mil pontos. O recuo reflete um movimento de realização de lucros após o recorde histórico atingido no último pregão. O dólar, por sua vez, encerrou em baixa, cotado a 5,16 reais, o menor patamar desde maio de 2024.
Os mercados globais continuam impactados pelas reverberações da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que, na última sexta-feira, julgou ilegal e obrigou a suspensão da maior parte das tarifas aplicada pelo presidente Donald Trump a todos os países do mundo ao longo do ano passado. Diante da decisão judicial, o republicano anunciou inicialmente uma tarifa geral de 10%, posteriormente elevada para 15% . A alíquota entra em vigor amanhã e terá validade de 150 dias, dependendo de nova autorização do Congresso.
Para Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, a medida de Trump “reforça a percepção de uma política econômica errática por parte da maior economia do planeta, com alta imprevisibilidade e que pode gerar riscos relevantes ao crescimento global”. A moeda americana também é afetada e cai mundialmente devido à perda de importância relativa enquanto reserva de valor.
No cenário doméstico, o Boletim Focus revisou para baixo, pela sétima semana consecutiva, a projeção de inflação para 2026. Segundo economistas consultados pelo Banco Central, a estimativa para o IPCA recuou de 3,95% para 3,91%, o que, apesar de otimista, ainda está acima da meta de 3% definida pelo governo. Além disso, o mercado projeta que a Selic, a taxa básica de juros, termine este ano em 12,13%, ante 12,25% indicados na pesquisa anterior.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, o setor financeiro sofre e impulsiona o desempenho negativo do principal índice da B3. Entre os bancões, o Santander (SANB11) liderou as perdas, com forte baixa de 5,69%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que recuou 3,62%. O Bradesco (BBDC4) caiu 2,44%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) teve desvalorização mais moderada, de 0,59%.
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