A inteligência artificial é a ferramenta da vez no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). O sistema Dataprev – do governo federal – começou a utilizar esta semana a nova ferramenta para ‘conferir’ melhor a veracidade da documentação em todo o Brasil.
O objetivo é fazer uma varredura nos atestados médicos que forem enviados pela internet, por meio do Atestmed. Ao mesmo tempo, a finalidade é coibir tentativas de golpes ou fraudes nos casos que não necessitam de perícia no período de 180 dias. O principal foco da inteligência artificial está relacionado ao auxílio-doença.
A análise cruza os dados como nome e assinatura do médico no atestado, especialidade médica, o número no Conselho Regional de Medicina e identifica o IP do computador de onde é enviado o arquivo. A medida foi tomada depois da descoberta de uma série de fraudes. A mais grave aconteceu em São Paulo. Neste caso, utilizaram o carimbo de uma médica com quatro assinaturas diferentes e ainda colocaram um hospital em que ela não trabalhava.
O requerimento para ter acesso ao benefício pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS. Lá, os segurados anexam os documentos na plataforma. O presidente do INSS no País, Alessandro Stefanutto, ressaltou que a nova ferramenta já é utilizada em outras do governo federal e que agora é a vez do INSS.
Na avaliação de Stefanutto, em um mês o INSS deve apresentar um relatório contendo aas melhorias do cruzamento de dados via inteligência artificial. Para dar entrada no pedido benefício, os segurados precisam preencher requisitos como quanto tempo contribuem para o INSS e apresentar o atestado médico.
Para os médicos, é necessário que o atestado contenha a data de emissão do diagnóstico da enfermidade pelo Código Internacional de Classificação de Doenças, assinatura do médico, identificação do profissional com o número do registro de classe no Conselho Regional. O médico precisa especificar as datas de início e fim do repouso, além do CPF.
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