na_refis_728x90p
Close Menu
NCV NewsNCV News
    NCV NewsNCV News
    • Home
    • Destaque
    • Policial
    • Saúde
    • Economia
    • Esportes
    • Política
    • Geral
    • Cidades
    • Internacionais
    • Curriculum
    NCV NewsNCV News
    Home»Destaque»Lei de Mara Caseiro fortalece o Janeiro Branco e amplia debate sobre saúde mental em Mato Grosso do Sul
    Destaque

    Lei de Mara Caseiro fortalece o Janeiro Branco e amplia debate sobre saúde mental em Mato Grosso do Sul

    BarthimanBarthimanjaneiro 7, 2026
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email WhatsApp

    O início do ano convida a novos planos, reflexões e recomeços. É nesse contexto simbólico que se consolida o Janeiro Branco, campanha nacional criada em 2014 e oficializada em todo o Brasil pela Lei Federal nº 14.556/2023, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da saúde mental e emocional.

    Em Mato Grosso do Sul, a iniciativa ganhou força com a Lei Estadual nº 6.256/2024, de autoria da deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), 3ª vice-presidente da Assembleia Legislativa, que instituiu oficialmente o mês dedicado a ações educativas e preventivas em todo o Estado.

    Inspirado na ideia de uma “tela em branco”, o movimento propõe que cada pessoa possa escrever uma nova história de cuidado consigo mesma, reconhecendo emoções, limites e a necessidade de buscar ajuda quando o sofrimento psíquico se faz presente.

    “O Janeiro Branco é uma campanha voltada para a urgência de olhar para um tema que por muito tempo permaneceu invisível: a saúde mental”, afirma a deputada Mara Caseiro.

    Segundo a parlamentar, enfrentar preconceitos é uma das finalidades centrais da lei.

    “Depressão, ansiedade, estresse crônico e outros transtornos não são frescura ou fraqueza. São questões de saúde que exigem atenção, empatia e tratamento adequado. A campanha busca justamente iluminar essas questões, promovendo o diálogo e quebrando tabus”, ressalta.

    Números que pedem atenção

    Os dados reforçam a urgência do debate. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE – 2019), cerca de 6,8 milhões de brasileiros adultos conviviam com diagnóstico de depressão e realizavam acompanhamento com profissionais de saúde mental. Em Mato Grosso do Sul, eram 86,6 mil pessoas, sendo 46,1 mil apenas em Campo Grande.

    A mesma pesquisa aponta que 133,3 mil sul-mato-grossenses haviam sido diagnosticados com outros transtornos mentais, como ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia, psicose ou TOC. Entre adolescentes, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (2015) revelou que aproximadamente 18,8 mil estudantes do 9º ano relataram sentir-se sozinhos na maior parte do tempo.

    Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) indicam que, entre 2022 e 2025, o SUS registrou 84.474 atendimentos por transtornos depressivos e ansiosos no Estado, refletindo tanto o aumento da demanda quanto a ampliação do acesso aos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

    Saúde mental é complexa

    Para o psiquiatra Adriano Bernardi, formado pela UFMS, ansiedade e depressão não podem ser compreendidas de forma simplista.

    “O diagnóstico envolve esferas biológicas, psicológicas e sociais. É preciso considerar desde o funcionamento dos neurotransmissores até a história de vida, os valores pessoais e o contexto social do paciente”, explica.

    Segundo ele, apesar do maior acesso à informação, o preconceito ainda leva muitas pessoas a buscar ajuda tardiamente.

    “A doença mental não se resolve apenas com força de vontade. Existem desequilíbrios químicos que exigem tratamento adequado”, destaca.

    No Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), o psiquiatra Kleber Meneghel Vargas observa a gravidade dos casos atendidos, especialmente de pacientes internados por outras condições clínicas, mas que apresentam quadros psiquiátricos severos. Ele aponta a falta de leitos especializados como um dos grandes desafios atuais, além da necessidade de fortalecer a formação, a assistência e a pesquisa em saúde mental no SUS.

    Políticas públicas e SUS

    Segundo a SES, Mato Grosso do Sul tem avançado no fortalecimento da política estadual de saúde mental, com a ampliação dos CAPS, organização de fluxos assistenciais, capacitação de equipes e retomada do Comitê Estadual de Prevenção ao Suicídio. O Janeiro Branco cumpre papel estratégico ao integrar essas ações permanentes de promoção da saúde e estímulo à busca por cuidado.

    Para o professor e pesquisador Jeferson Camargo Taborda, da UFMS, o sofrimento psíquico é também um fenômeno social e político. Estudos apontam maior vulnerabilidade entre mulheres, população LGBTQIAPN+, pessoas negras e indígenas. Ele alerta ainda para o crescimento dos índices de suicídio no Estado, que colocam Mato Grosso do Sul em posição preocupante no cenário nacional.

    “Integrar ciência, políticas públicas e campanhas sociais é essencial para reduzir estigmas, fortalecer o SUS e garantir acesso ao cuidado, especialmente para jovens e populações vulneráveis”, defende.

    Escuta, prevenção e autocuidado

    Na avaliação da psicóloga Tamyres Cuellar, o sofrimento emocional nem sempre se manifesta de forma visível.

    “Muitos sinais aparecem na intimidade, na solidão, e passam despercebidos. Campanhas como o Janeiro Branco permitem que o tema circule socialmente, ajudando as pessoas a nomearem aquilo que sentem e a buscarem ajuda”, explica.

    Já a psicóloga Gabriela Molento destaca a importância do autocuidado e da atenção aos próprios limites.

    “O adoecimento psicológico é gradual. Perceber pensamentos, emoções e sensações corporais ajuda a identificar sinais precoces e a prevenir quadros mais graves”, afirma.

    Vozes do sofrimento e da superação

    Histórias pessoais ajudam a dar rosto aos números. Marcella A. (nome fictício), diagnosticada com transtorno bipolar, relata uma trajetória marcada por tentativas de suicídio, internações e tratamentos intensivos.

    “Aprender a lidar com os períodos de mania e depressão é uma luta diária”, resume.

    A acadêmica de Jornalismo Rafaela Palieraqui, hoje morando em Portugal, percebeu a necessidade de ajuda ainda na infância. Para ela, informação e redes de apoio foram fundamentais.

    “Estamos vivendo uma espécie de epidemia de depressão. Fechar os olhos para isso é um retrocesso”, afirma.

    Canabidiol: cuidado complementar e responsável

    No debate contemporâneo sobre saúde mental, o canabidiol (CBD) surge como possibilidade terapêutica complementar, sempre com acompanhamento médico. O clínico geral André Delamare, pós-graduado em Psiquiatria e Cannabis Medicinal, explica que a fitoterapia canabinoide pode auxiliar na regulação do humor, do sono e da ansiedade, desde que utilizada com cautela e prescrição adequada.

    Embora ainda não haja consenso científico para o uso regular do CBD em transtornos mentais, relatos clínicos e estudos vêm apontando benefícios em casos específicos. Pacientes relatam redução da ansiedade, melhora do sono e da qualidade de vida após iniciarem o tratamento.

    A professora Fátima Carvalho, fundadora da Associação Divina Flor, reforça a importância do diagnóstico, do acompanhamento profissional e do acesso responsável à cannabis medicinal. Atualmente, a associação atende milhares de pacientes, promovendo informação, pesquisa e apoio.

    Um convite coletivo

    Ao instituir o Janeiro Branco em Mato Grosso do Sul, a Assembleia Legislativa reafirma o compromisso com a promoção da saúde mental como política pública, direito social e responsabilidade coletiva.

    “Reconhecer que precisamos de ajuda é um ato de coragem e autocuidado”, enfatiza a deputada Mara Caseiro.

    Que a tela em branco proposta pela campanha seja preenchida com mais escuta, empatia, informação e cuidado durante janeiro, e ao longo de todo o ano.

    Nota: alguns depoimentos utilizam nomes fictícios, a pedido dos entrevistados, para preservação da identidade.

    destaque

    Leia também

    Conmebol divulga prêmios acumulados dos semifinalistas da Libertadores e Sul-Americana

    setembro 25, 2026

    Copa MS ganha novo prazo e mira preparação dos clubes para a temporada 2027

    setembro 25, 2026

    Corpo de jovem é encontrado dentro de saco de lixo em MS

    setembro 25, 2026
    Ultimas Notícias
    Destaque

    Conmebol divulga prêmios acumulados dos semifinalistas da Libertadores e Sul-Americana

    setembro 25, 2026

    Flamengo lidera entre os semifinalistas da Libertadores, e Boca Juniors na Sul-Americana por somar premiações…

    Copa MS ganha novo prazo e mira preparação dos clubes para a temporada 2027

    setembro 25, 2026

    Corpo de jovem é encontrado dentro de saco de lixo em MS

    setembro 25, 2026

    Paciente em tratamento contra câncer morre após acidente com ambulância na BR-060 em Sidrolândia

    setembro 25, 2026

    Adolescente baleado em ataque que matou três tem morte encefálica; família doa órgãos

    setembro 25, 2026

    Motociclista bate em canteiro, “voa” e morre após atingir árvore

    setembro 25, 2026

    Mulher morre após trator ser atingido por carreta na rodovia

    setembro 25, 2026

    Produtores têm nova opção para entregar declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural 2026

    setembro 25, 2026

    Powered by

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    1
    WhatsApp
    Olá 👋
    Podemos ajudá-lo?
    Abrir bate-papo