A 2ª Promotoria de Justiça de Bonito investiga impactos ambientais da mineração, com foco no uso de explosivos.
A apuração avaliará riscos a cavernas, rios, nascentes, fauna, flora, qualidade do ar e a regularidade das licenças.
A medida foi motivada por um tremor de 1.7 MLv em junho passado, causado por explosão em mineradora local.
A 2ª Promotoria de Justiça de Bonito instaurou um procedimento administrativo para investigar os impactos ambientais causados por atividades de mineração no município, a capital do ecoturismo brasileiro. A abertura da investigação foi publicada no Diário Oficial do órgão nessa quinta-feira (26).
A apuração é conduzida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) e vai avaliar, principalmente, o uso de explosivos, os riscos a cavernas, rios e nascentes, além de possíveis danos à fauna, à flora e à qualidade do ar.
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Também serão analisados a emissão de ruídos e vibrações, a regularidade das licenças ambientais e o cumprimento da legislação ambiental pelas empresas responsáveis.
O procedimento, de número 09.2025.00013455-9, pode ser consultado pela internet, no site do MPMS. O pedido de investigação foi protocolado pelo promotor de Justiça substituto Felipe Blos Orsi.
Tremor em 2025
Em junho do ano passado, um tremor foi registrado em Bonito. À época, a situação foi causado por uma explosão em uma mineradora, localizada a cerca de 20 km da região urbana.
Em áudios, caminhoneiros relataram que os responsáveis pela detonação pediram para eles virarem os caminhões próximos ao local. O objetivo era evitar que os estilhaços da explosão atingissem os para-brisas.
Na casa de uma moradora, os quadros da parede chegaram a cair, conforme comentou. “Aqui no instituto tremeu tudo! As crianças saíram correndo’, diz um dos relatos publicados em um grupo de mensagem.
O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) registrou o tremor que teve magnitude de 1.7 MLv (Magnitude Local vertical).





