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    Prospera MEI: no Mato Grosso do Sul, 184 mil microempreendedores poderão ser beneficiados por medidas de apoio ao setor

    BarthimanBarthimanoutubro 22, 2026
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    O Governo Federal anunciou na última semana o Prospera MEI, um conjunto de medidas que beneficiarão mais de 17,6 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) em todo o país, dos quais 7,8 milhões são mulheres. As iniciativas são voltadas à regularização de dívidas, ao acesso a recursos para investir, à ampliação do faturamento e à redução de burocracias. No Mato Grosso do Sul, estado que reúne pouco mais de 361 mil pequenos negócios, dos quais cerca de 184 mil são microempreendedores individuais, as ações do Prospera MEI chegam a um público que enfrenta desafios financeiros, mas também demonstra interesse em ampliar seus negócios.
    Segundo a pesquisa Perfil do MEI, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), quase 43% dos microempreendedores individuais sul-mato-grossenses deixaram de pagar algum boleto mensal do MEI. Ao mesmo tempo, 58% têm interesse em vender para o governo, indicando uma oportunidade de ampliar a participação desses pequenos negócios nas compras públicas.
    Ainda de acordo com a pesquisa do Sebrae, 67% dos MEIs sul-mato-grossenses acreditam que a formalização contribuiu para aumentar as vendas e o faturamento de seus negócios.

    PERDÃO DE DÍVIDAS COM A UNIÃO – O Prospera MEI reúne iniciativas para enfrentar dificuldades de acesso ao crédito e apoiar a continuidade e a expansão dos pequenos negócios. Sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (21/10), o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 186/2026 altera a Lei Complementar nº 123/2006, que estabelece as regras do Simples Nacional, e atualiza o limite de receita bruta anual, o número de empregados que podem ser contratados pelos MEIs e as condições para a remissão de créditos de titularidade da União.

    CONFIRA O QUE MUDA COM O PLP 186:

    Perdão de dívidas – remissão integral dos débitos inscritos ou não na dívida ativa da União.
    Teto de faturamento – de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028.
    Contratação de empregados – até dois funcionários, em vez de um.
    Compras públicas – limite das licitações exclusivas para micro e pequenas empresas sobe de R$ 80 mil para R$ 130,9 mil.
    Contrata+Brasil – teto de valor para contratações de MEIs subirá de R$ 13 mil para R$ 32,7 mil.
    Além das medidas aprovadas, o Prospera MEI inclui a renegociação de dívidas bancárias pelo Desenrola 3.0, com desconto mínimo de 90% na compra das carteiras de crédito pelas instituições financeiras; apoio não reembolsável de até R$ 5 mil para investimentos nos pequenos negócios, por meio do PixMEI (com limite de até 1 milhão de beneficiários entre 2027 e 2030); e dispensa da emissão de notas fiscais nas vendas de MEIs para pessoas físicas. Os nanomeis ficam dispensados de emitir nota em todas as vendas e também de criar CNPJ.

    PERDÃO DE DÍVIDAS COM A UNIÃO – A lei prevê a remissão integral dos débitos tributários federais dos MEIs de titularidade da União, inscritos ou não na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. O benefício abrange o valor original das contribuições previdenciárias em atraso, multas, juros e encargos de cobrança, inclusive dívidas ajuizadas ou parceladas.

    A medida entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 e prevê o perdão automático das dívidas, sem necessidade de solicitação pelo empreendedor à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Para manter o benefício, o MEI deverá pagar em dia as guias mensais do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) durante os seis meses seguintes à entrada em vigor da lei.

    A remissão também alcança o saldo devedor de parcelamentos em andamento, mas não permite a devolução de valores já pagos. Os microempreendedores que tenham processos judiciais em andamento para contestar as dívidas deverão desistir das ações para obter a baixa definitiva, sem cobrança de honorários advocatícios pela desistência.

    A medida poderá beneficiar mais de 3,6 milhões de microempreendedores, com o perdão de mais de R$ 18,7 bilhões em dívidas. O valor médio dos débitos é de aproximadamente R$ 3,4 mil.

    AUMENTO DO TETO DE FATURAMENTO – O limite anual de faturamento do MEI passará dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. A proposta também permite a contratação de até dois empregados, em vez de um.

    O teto de faturamento não é atualizado desde 2018. Com a mudança, o microempreendedor poderá aumentar sua receita sem precisar deixar o regime simplificado tão cedo, mantendo o pagamento mensal do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

    A mudança também pode beneficiar empresas do Simples Nacional com faturamento anual de até R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, que poderão voltar a se enquadrar como MEI, conforme as regras previstas na proposta.

    MAIS OPORTUNIDADES NAS COMPRAS PÚBLICAS – A proposta amplia as oportunidades de contratação de pequenos negócios pelo poder público. O valor das licitações exclusivas para microempresas e empresas de pequeno porte sobe de R$ 80 mil para R$ 130.984,20.

    No Contrata+Brasil, plataforma digital que conecta a administração pública de todo o país à contratação direta de prestadores de serviços cadastrados como MEI, o limite por serviço passa de R$ 13.098,41 para R$ 32.746,06.

    Até 13 de outubro de 2026, o programa havia registrado 8.356 contratos finalizados, que somavam R$ 47,9 milhões. Ao todo, eram 24.537 MEIs e 2.744 órgãos cadastrados, além de 245 oportunidades abertas.

    Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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    O preço do trigo recebido pelos produtores catarinenses subiu 3,5% em setembro de 2026, alcançando R$ 73,47 por saca de 60 quilos. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a valorização foi de 1,34%. O movimento ocorre em um cenário de oferta limitada e dificuldades climáticas nas principais regiões produtoras do país, fatores que afetam tanto a colheita quanto a qualidade dos grãos. No Paraná, a cotação média no mercado-balcão chegou a R$ 78,47 por saca, alta de 4,8% em relação a agosto. No Rio Grande do Sul, o valor alcançou R$ 71,90, avanço mensal de 3%. Os dados integram o Boletim Agropecuário de outubro de 2026, elaborado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Cepa). A produção brasileira enfrenta dificuldades desde o planejamento da safra. Segundo o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) citado no boletim, a área cultivada com trigo em 2026 é inferior a 2 milhões de hectares, a menor desde 2017. Além do desestímulo relacionado às condições de mercado, as lavouras do Sul foram afetadas pelo excesso de chuva, pela umidade elevada, por episódios de granizo e por geadas durante as fases de maturação e colheita. Imagem criada por Jaqueline Galvão/OP Rural/ChatGPT No Rio Grande do Sul, as primeiras áreas colhidas confirmaram as expectativas de redução da produtividade e da qualidade. A combinação de dias nublados, temperaturas amenas e umidade favoreceu doenças nas espigas, como giberela e brusone. No Paraná, o avanço da colheita também depende de períodos de tempo seco e da redução da umidade dos grãos. Em Santa Catarina, aproximadamente 14% da área destinada ao trigo havia sido colhida até a última semana de setembro. Naquele momento, 85% das lavouras apresentavam boas condições, enquanto 15% estavam classificadas como médias. Nas regiões de Chapecó e Xanxerê, responsáveis por 38% da produção estadual, foram registrados problemas de acamamento provocados por chuvas e ventos fortes. As primeiras áreas colhidas nessas duas microrregiões apresentaram produtividade entre 2.220 e 3.300 quilos por hectare. Em São Miguel do Oeste, os rendimentos variaram de 2.600 a 3.200 quilos por hectare, apesar dos prejuízos causados pelas chuvas e da necessidade de controle de doenças fúngicas. As perspectivas internacionais também apontam para uma redução da produção. Para a safra mundial 2026/27, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta 822,43 milhões de toneladas de trigo, abaixo das 843,99 milhões estimadas para o ciclo 2025/26. No mesmo intervalo, o consumo global deverá passar de 823,98 milhões para 826,75 milhões de toneladas. No Brasil, a produção projetada caiu para 6,3 milhões de toneladas. Para atender à demanda interna prevista para 2027, a indústria nacional estima a necessidade de importar até 7,5 milhões de toneladas. O boletim aponta que o câmbio e os fretes marítimos podem elevar os custos de aquisição do cereal. A combinação entre menor disponibilidade interna e dificuldades na produção reforça a importância do comportamento dos preços e da qualidade dos grãos colhidos nos próximos meses.

    outubro 22, 2026

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